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FORMATO: 14 x 21 cm
PÁGINAS: 128
ANO: 2026
ISBN: 978-65-988923-4-0
Durante séculos, a maternidade foi narrada como um ato de amor incondicional e sacrifício total. Mas esse mito começa a ruir quando as próprias mães tomam a palavra. O ensaio Mãe, primeira pessoa analisa as memórias de Jane Lazarre e Rachel Cusk, que escreveram sobre seus primeiros anos como mães sem poupar o leitor do cansaço, da culpa e da ambivalência que a experiência muitas vezes impõe. Nele, Gabriela Dal Bosco Sitta se utiliza da literatura e da psicanálise para levantar questões essenciais sobre a maternidade e mostrar como a figura imaculada da mãe é desmontada e substituída por sua versão real, paradoxal e, em última instância, humana.
"É bem-vinda toda obra que ajuda a dessacralizar a ideia da mãe imaculada, esse fantasma persistente e grudento que não sucumbe nem sob o peso de seis décadas de publicações de mães narradoras. Se prestássemos mais atenção ao que elas vêm nos dizendo com honestidade e coragem, talvez enfim aprendêssemos a lição: uma mulher que tem filhos não se reduz à função materna, e a maternidade é uma relação ambivalente como qualquer outra. Aqui, Gabriela Dal Bosco Sitta recupera vozes do passado e as coloca em diálogo com livros contemporâneos, assentando mais um tijolo no túmulo da boa mãe, um mito que há muito já deveria ter desaparecido."
Julia Dantas
"A partir de uma leitura comparada das obras de Jane Lazarre e Rachel Cusk, Sitta percorre uma constelação de narrativas da literatura contemporânea que desloca a maternidade do mito da boa mãe para a experiência ambivalente de sujeitos que, como todos nós, continuam a perguntar: afinal, o que é uma mãe?"
Gabriel Pinezi
Sobre a autora

Foto: Matheus Fischer
Gabriela Dal Bosco Sitta nasceu em Tapejara (RS), em 1991. Atualmente mora em Porto Alegre. É jornalista e mestra em Letras.
Por que publicamos
Mãe, primeira pessoa traz um tema universal com uma leitura única: através das memórias publicadas por duas escritoras, percebemos a maternidade como experiência narrada, tendo essas mulheres como mães que tomam a palavra para si. As questões levantadas por Sitta associam os escritos de Rachel Cusk e Jaze Lazarre com a teoria literária, a psicanálise e a história do movimento feminista, provocando inquietações capazes de acompanhar o leitor por dias. A escrita é impecável e conduz por um caminho ao mesmo tempo inédito e familiar. A originalidade da abordagem e o texto elegante de Gabriela reforçam o que buscamos como projeto editorial.